Exemplo

Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nEle se refugia! Salmo 34:8


Tínhamos acabado de chegar ao novo distrito pastoral. Eu teria a oportunidade de voltar a trabalhar como professora depois de um período em que estivera me dedicando apenas ao curso de doutorado. Fui aprovada em um concurso público para lecionar em uma universidade federal na região para onde estávamos sendo transferidos. Isso era a realização de um sonho para mim.
Logo no meu primeiro contato com a coordenadora do curso, já desco­bri que meus horários de trabalho estavam definidos: sexta-feira à noite e sábado pela manhã. Em silêncio, aguardei ansiosa pela resposta dela após lhe expor delicada, mas incisivamente, minha posição quanto à questão da guarda do mandamento.
Foi quando ela me disse: "Fique tranquila. Eu conheço os adventistas. Fui orientadora no trabalho de conclusão de uma moça adventista. Uma menina dedicada e muito comprometida. Às vésperas de sua formatura, que aconteceria em uma sexta-feira à noite, eu mesma, na condição de coordenadora do curso, procurei intervir para que a data ou o horário da solenidade fosse alterado. Sei o quanto isso importa para vocês, os adventistas do sétimo dia."
Saí da sala dela, entrei no carro e chorei. Pela vitória recebida, mas também em angústia pelo que ainda está por vir. Por enquanto, a coordenadora refez meus horários, mas fui informada de que é uma solução provisória. Ainda estou aguardando para saber como será tratado o meu caso. Tenho orado a Deus para que o assunto seja resolvido dentro da própria universidade.
Em meio ao choro, ainda no carro, lembrei-me da moça adventista a quem a coordenadora havia se referido em nossa conversa. A bem-aventurada estudante que, sem saber, por seu exemplo, contribuiu para que eu hoje pudesse comemorar em Cristo essa vitória. Soube que Paula Tim Dornelles não mora mais em Rio Grande, RS. Após a formatura, no curso de Pedagogia, casou-se e foi para Porto Alegre trabalhar em uma escola da rede adventista.
Senti uma vontade imensa de abraçá-la e agradecer-lhe por ter enfrentado com coragem os desafios. Pela fidelidade. Pela honestidade. Pela confiança em Deus. Eu não a conheço pessoalmente, mas fui abençoada pelo exemplo que ela deixou. Mais uma vez se confirmou para mim a promessa: "Bem-aventurada a mulher que confia no Senhor!"
Andresa Silva da Costa Mutz

http://iasdcolonial.org.br/index.php/meditacao-da-mulher/mensal

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